O Paysandu confirmou seu posicionamento ao lado da atual gestão da CBF e reforçou o apoio à reeleição de Ednaldo Rodrigues. Com isso, o clube não aderiu ao projeto de Ronaldo Fenômeno, que tentou viabilizar sua candidatura à presidência da entidade, mas encontrou resistência de diversas federações e clubes. Sem o respaldo necessário, o ex-jogador optou por desistir da disputa.

“Depois de declarar publicamente o meu desejo de me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito, retiro aqui, oficialmente, a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião”, escreveu Ronaldo.
Ronaldo precisava garantir o apoio de no mínimo quatro das 27 federações e de quatro clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para entrar na disputa. Sem esse respaldo, ele não conseguiria sequer se registrar como candidato. Conforme as regras eleitorais da CBF, o voto das federações tem peso três, o dos clubes da Série A é dois, e o dos clubes da Série B tem peso um. Dessa forma, é possível vencer a eleição apenas com os votos das federações filiadas.
“Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, reclamou o Fenômeno.
A eleição da CBF tem movimentado os bastidores do futebol brasileiro, com diferentes interesses em jogo. Enquanto Ronaldo buscava uma renovação na gestão da entidade, Ednaldo Rodrigues conta com o suporte da maioria das federações e clubes do país, garantindo uma ampla base política para seguir no comando. O Paysandu, assim como outras equipes do futebol nacional, considerou que a continuidade de Ednaldo pode trazer mais estabilidade para o futebol brasileiro e, consequentemente, para o cenário das Séries B e C, onde o clube busca se consolidar e crescer.
A decisão do Paysandu reflete não apenas um alinhamento estratégico, mas também um posicionamento sobre os rumos da CBF. Durante a gestão de Ednaldo, o futebol do Norte recebeu maior atenção, e o Papão avalia que essa parceria pode continuar trazendo benefícios para a região. Com isso, o clube segue alinhado ao atual presidente e espera que sua continuidade no cargo possa fortalecer ainda mais as competições nacionais e a representatividade das equipes do Norte e Nordeste no futebol brasileiro.
Agora, a expectativa gira em torno da eleição oficial da CBF e dos impactos que essa escolha pode trazer para o cenário esportivo nacional. O Paysandu, atento aos desdobramentos, mantém seu foco dentro e fora de campo, buscando sempre o melhor para o clube e sua torcida.
Como funciona eleição da CBF?
Quem quiser concorrer à eleição da CBF precisa compor uma chapa e inscrevê-la na entidade conforme as regras da Assembleia Eleitoral, em até cinco dias da data marcada para a votação. Para que uma chapa seja validada, ela precisa ser subscrita por oito integrantes do Colégio Eleitoral: quatro federações filiadas e quatro clubes que disputam, no ano da eleição, as duas primeiras divisões nacionais. As entidades não podem referendar mais de uma chapa por Assembleia, e caso haja a duplicidade, valerá a primeira inscrita.

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