Jorge Luís Totti / Paysandu

Após vitória do Paysandu, Júnior Rocha prega cautela e evita falar do Re-Pa

Neste domingo (1º), o Paysandu venceu o Capitão Poço por 1 a 0, em partida realizada na Curuzu. Nos minutos finais do primeiro tempo, Kleiton Pego arriscou de fora da área e marcou o gol que definiu a partida, recompensando a persistência do time bicolor.

Paysandu vence o Capitão Poço na Curuzu pelo Parazão de 2026 (Wagner Santana/ O Liberal)

O treinador Júnior Rocha enfatizou que a principal orientação para a equipe é finalizar sempre que houver uma oportunidade. Segundo ele, manter-se firme nas conclusões aumenta as chances de sucesso, seja por erros do goleiro, desvios imprevistos ou até mesmo pelas condições do gramado.

“A ideia é que o jogador não hesite. A finalização é sempre uma chance de mudar o resultado, e hoje funcionou com o Kleiton”, disse.

O treinador também destacou o progresso do jovem Kleiton Pego, que tem melhorado sua finalização, mesmo jogando aberto pelas laterais e tentando o drible.

Kleiton Pego. Foto: Jorge Luis Totti/PSC

“Ele estava sendo conhecido mais pelo jogo pelas beiradas do que pelo chute, mas se dedicou nos treinos. Nos últimos dias, trabalhou finalizações em duas oportunidades adicionais”, comentou Rocha.

Em relação ao clássico Re-Pa, agendado para o próximo domingo (8), Júnior Rocha permaneceu cauteloso e assegurou que a atenção do Paysandu está voltada ao próximo jogo, contra a Tuna Luso, na quarta-feira (4).

“O nosso foco único é a Tuna. Não quero nem saber de Re-Pa agora. Vamos jogo a jogo, nos adaptando à cidade, à filosofia e à metodologia de trabalho. No início dá vontade até de chorar, porque o atleta precisa entender o modelo. Cada um vem com seus vícios, e queremos que eles não pratiquem os nossos. É doloroso, mas todo ano é assim, ainda mais com elenco novo”, ressaltou.

Na coletiva pós-jogo, o treinador Júnior Rocha enfatizou o momento de construção da equipe e foco jogo a jogo no Paysandu. | Reprodução/YouTube Papão TV

Sobre o bom começo do Parazão, com aproveitamento de 100% após duas rodadas, o treinador enfatizou que o Paysandu ainda está longe do ideal.

“O momento é de construção. Cada jogador chega com hábitos diferentes, e precisamos alinhá-los à nossa filosofia. Isso é doloroso, mas essencial, especialmente com um elenco reformulado. Nosso olhar é jogo a jogo”, concluiu.