Jorge Luís Totti / Paysandu

Após empate do Paysandu, Júnior Rocha vai aos microfones; “O que…”

O treinador do Paysandu, Júnior Rocha, fez uma avaliação positiva do empate no clássico Re-Pa realizado no domingo (8) no Mangueirão. Depois do jogo, o técnico elogiou a competitividade do Papão, que jogou com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, e reafirmou a confiança no trabalho que está sendo realizado no clube, que atualmente participa da Série C do Campeonato Brasileiro.

Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu / Esporte News Mundo

“O que se fala fora, desconheço, porque não acompanho, não faço questão, porque isso vai só prejudicar. Valorizo nossas convicções. Minha escalação é no dia a dia, performance de treino”, afirmou. 

Rocha também desconsiderou a fala de favoritismo do Remo, time da Série A, durante a coletiva, e garantiu que o planejamento interno do Paysandu não é afetado por fatores externos. De acordo com o treinador, o foco está inteiramente no rendimento diário e no progresso coletivo do time.

“É normal as pessoas pensarem que um time de Série A vai sempre vencer o de Série C, e às vezes não discordo, mas sabemos do potencial do nosso elenco. Nosso dia a dia é muito forte, muito organizado”, disse.

Júnior Rocha treinou pela primeira vez Papão em jogo oficial (Thiago Gomes / O Liberal)

O técnico do Paysandu destacou que a equipe entrou em campo com uma postura agressiva, pressionando o oponente desde os primeiros minutos. Embora seja comum pensar que um time da elite nacional tenha vantagem sobre equipes de divisões inferiores, segundo ele, o futebol é determinado por vários fatores dentro de campo, e o elenco alviceleste possui qualidade para competir em alto nível.

Júnior Rocha também situou o momento atual do clube, enfatizando o processo de reconstrução da equipe. Segundo o treinador, o time que começou o clássico tinha poucos jogadores remanescentes da temporada passada, o que demanda uma adaptação ao estilo de jogo e às táticas implementadas pela comissão técnica.

“Estamos reconstruindo a questão de modelo de jogo, estratégias. É um grupo novo, hoje estávamos com três remanescentes apenas. São atletas diferentes, não estão acostumados com o clima, mas vamos nos organizando todos os dias. O comprometimento dos atletas tem sido fantástico”, falou.

Júnior Rocha disputou seu primeiro clássico Re-Pa – Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

O treinador também destacou a importância de valorizar as categorias de base, seis dos atletas que participaram do clássico foram revelados pelo próprio clube. Um dos destaques mencionados foi o volante Brian Macapá, que vinha se destacando até ser expulso no final do primeiro tempo.

De acordo com Rocha, a aposta em jovens talentos é uma característica do perfil de trabalho da comissão técnica, que valoriza atletas ambiciosos e dispostos a se desenvolver. O treinador também enfatizou que a utilização da base depende de ajustes internos e da procura por um elenco mais eficaz, com foco na qualidade e no comprometimento em campo.

“Ninguém gosta de funcionário preguiçoso. A gente não gosta de jogador cansado. Prefiro trabalhar com menino da base, que é sonhador, tem objetivos, do que um cara que vem aqui já de saco cheio de ser cobrado. Esses meninos vão se entregar ao máximo, não vão fazer corpo mole. Estamos trabalhando com os meninos da base por uma questão de custo. Cometemos alguns erros e agora estamos dando oportunidade. Não queremos quantidade, queremos qualidade”, finalizou.