Na coletiva pós-jogo, o treinador Júnior Rocha enfatizou o momento de construção da equipe e foco jogo a jogo no Paysandu. | Reprodução/YouTube Papão TV

Após clássico, Júnior Rocha destaca Re-Pa e reforça confiança na base: “Trabalhar…”

O Re-Pa retomou a apresentação do processo de reconstrução do Paysandu, ao mesmo tempo em que evidenciou de forma clara a direção escolhida pela comissão técnica. Em um clássico acirrado e disputado ponto a ponto, a equipe bicolor competiu de forma equilibrada, demonstrou organização mesmo diante de adversidades e reafirmou a identidade que Júnior Rocha vem tentando consolidar desde o começo de seu trabalho.

(Foto: Samara Miranda / Clube do Remo)

Depois do jogo, o técnico se esforçou para contextualizar o desempenho no clássico, afastando comparações externas e enfatizando que o comportamento exibido no Re-Pa foi um reflexo direto do que é praticado diariamente. Segundo ele, o time colocou em prática em campo o que vinha sendo ensaiado nos treinos.

“Minhas escalações são baseadas na performance de treinos e jogos. Hoje executamos o que trabalhamos durante a semana”.

Apesar de enfrentar um adversário da Série A que, teoricamente, tem vantagem em termos de contexto e investimento, o treinador constatou que o Re-Pa demonstrou como essas disparidades se desfazem dentro de campo. De acordo com ele, o futebol requer dedicação, harmonia coletiva e cumprimento de responsabilidades, independentemente da divisão em que se joga.

Júnior Rocha disputou seu primeiro clássico Re-Pa – Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

“É normal achar que um time de Série A vai vencer um de Série C, mas nós sabemos do potencial do nosso elenco e do nosso dia a dia”.

Um dos aspectos mais notáveis no Re-Pa foi a participação de jogadores jovens assumindo responsabilidades em uma partida de alta pressão. Júnior Rocha considerou essa decisão como parte do projeto do clube, ressaltando que, embora a restrição orçamentária tenha acelerado as decisões, ela não diminuiu a exigência interna.

“Prefiro trabalhar com meninos sonhadores, que querem aprender e se entregar, do que com jogadores cansados de serem cobrados”.

A performance coletiva no clássico, mesmo diante de ajustes necessários e momentos de pressão, foi mencionada como um exemplo da ligação que o Paysandu procura estabelecer com sua torcida. Para Júnior, o Re-Pa mostrou que a identidade não é construída no discurso, mas na atitude exibida ao longo dos 90 minutos.

Júnior Rocha (Jorge Luís Totti/Paysandu)

“A identificação com o torcedor tem que partir do campo. Não adianta falar e não transmitir isso no jogo”.

Ao mencionar jovens como Brian, que foi expulso no clássico, o treinador admitiu os riscos inerentes ao investir em jogadores em desenvolvimento. No entanto, ele enfatizou que o Re-Pa é parte desse processo de crescimento tanto coletivo quanto individual.

“Ele tem potencial e vai aprender com os erros. Isso faz parte da evolução e processo do desenvolvimento dele. Na próxima (expulsão) ele tenta levar alguém junto com ele e não sai sozinho (risos)”, concluiu Júnior Rocha.