Para o Paysandu, o ano de 2025 foi marcado como uma das temporadas mais difíceis da história em campo. O clube teve uma campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro da Série B, sendo rebaixado na última posição. Além do desempenho esportivo, o clube lidou com uma série de dificuldades financeiras e legais. No entanto, mesmo com todo esse contexto, o balancete em formação referente a 31 de dezembro, divulgado no portal da transparência do clube, indica que o clube acumulou R$ 65,9 milhões em receitas ao longo do ano, sendo que aproximadamente 80% do total foi arrecadado apenas pelo futebol.

Durante o ano, o setor gerou R$ 53,04 milhões em receitas, com despesas totalizando R$ 48,19 milhões. Isso resultou em um superávit de R$ 4,85 milhões. No entanto, considerando todas as operações, as despesas totais excederam R$ 70,26 milhões, gerando um déficit operacional de R$ 4,35 milhões.
O resultado geral foi fortemente influenciado pelo último mês de 2025, uma vez que, até novembro, o saldo acumulado do ano era positivo em aproximadamente R$ 3,4 milhões, de acordo com o balancete do mês 11. No entanto, somente em dezembro, o Paysandu registrou uma receita reduzida de R$ 5,76 milhões, em contraste com os R$ 13,6 milhões em despesas. O período foi encerrado com um prejuízo de R$ 7,84 milhões, resultando, como consequência, em um saldo negativo anual de R$ 4,35 milhões.

A diferença significativa sugere uma alta concentração de despesas no fechamento da temporada, provavelmente ligada a obrigações laborais, rescisões contratuais, acordos financeiros e ajustes administrativos habituais ao término do exercício.
O principal aspecto a ser observado no balancete é o rendimento financeiro do clube social, o setor encerrou o ano de 2025 com receitas de R$ 12,26 milhões e despesas de R$ 21,41 milhões, resultando em um prejuízo acumulado de R$ 9,15 milhões. Apenas em dezembro, o setor social registrou um déficit superior a R$ 5,9 milhões, contribuindo diretamente para o resultado negativo tanto do mês quanto do ano.
Os esportes olímpicos tiveram um impacto financeiro reduzido no orçamento global, o setor apresentou um déficit anual de aproximadamente R$ 50 mil, quantia considerada pouco relevante em comparação com o volume total das contas.

Nesse sentido, fica evidente que o superávit do futebol fortalece a diretoria no discurso político interno, pois evidencia a habilidade de gerar receitas e manter um desempenho esportivo mínimo, ainda que a temporada de 2025 em campo não reflita isso. Além disso, mostra a dependência do clube em relação ao setor, uma vez que outras áreas não foram capazes de manter o equilíbrio financeiro.
Em contrapartida, o alto déficit do clube social aponta para problemas estruturais que transcendem a temporada atual, como altos custos fixos e um modelo de gestão tradicional que pode demandar mudanças.
Financeiro do Paysandu em 2025
- Receitas totais: R$ 65,9 milhões
- Despesas totais: R$ 70,26 milhões
- Resultado anual: prejuízo de R$ 4,35 milhões
- Futebol: superávit de R$ 4,85 milhões
- Clube social: déficit de R$ 9,15 milhões
- Dezembro: prejuízo de R$ 7,84 milhões
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