Presidente Márcio Tuma acompanhado do vice Diego Moura e do diretor Alberto Maia. (Jorge Luís Totti/Paysandu)

Presidente do Paysandu revela bastidores da recuperação judicial: “E assim…”

O presidente do Paysandu, Márcio Tuma, esclareceu ao portal Núcleo de Esportes de O Liberal os motivos que levaram o clube a solicitar a recuperação judicial sob segredo de justiça. A ação, que suscitou dúvidas entre os torcedores e parte da opinião pública, foi considerada pelo dirigente como estratégica e essencial para assegurar a viabilidade do processo.

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De acordo com Tuma, a decisão de manter a tramitação inicial em sigilo visou prevenir uma possível reação em cadeia de credores antes que a recuperação fosse aprovada pela Justiça.

 “Imagina esse burburinho todo sem o deferimento da recuperação? Ia ser o caos. Os credores iam peticionar para que o Paysandu não conseguisse obter o processo”, afirmou.

Com formação em Direito, o presidente enfatizou que a decisão foi apoiada pelo departamento jurídico do clube.

Nova diretoria do Paysandu tem a missão de “organizar a casa” em 2026. | Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

“Pode não ser claro para quem não é da área do direito, mas para nós é muito claro. Temos uma equipe de advogados muito boa”, completou.

Com a Justiça já tendo aceitado o pedido, o processo tornou-se público. Segundo o mandatário, a partir deste momento, o compromisso é realizar a recuperação de forma transparente.

“O processo está aí, aberto para todo mundo ver, e assim que vamos trabalhar”, declarou.

A fase seguinte será a apresentação do plano de recuperação judicial, que precisará ser aprovado pela assembleia de credores. Existe uma lista preliminar de credores, a qual ainda pode ser expandida. A diretoria acredita que a medida também trará maior previsibilidade financeira internamente.

| Jorge Luis Totti, ascom Paysandu

“Teremos uma segurança jurídica para saber os valores que podemos investir no clube para trazer desempenho esportivo em campo”, explicou Tuma.

O pedido de recuperação judicial acontece em um período crítico para o clube, que busca reestruturar suas finanças enquanto tenta manter a competitividade em campo. A diretoria acredita que, com o processo agora oficializado e transparente, será viável estabilizar as finanças e estabelecer fundamentos para o futuro esportivo e administrativo do clube.