A vitória por 2 a 1 contra o Independência-AC não foi apenas um resultado positivo qualquer. Nas palavras e nas entrelinhas, apresentou uma representação do estágio atual do elenco do Paysandu na temporada.

Ao avaliar o jogo, o treinador Júnior Rocha enfatizou a distinção entre experiência e talento. Para ele, há talento; o que ainda falta é experiência competitiva.
“Esse time não joga muitos jogos, como tem jogados os 10 que ficaram de fora. Não tem a experiência que tem o Caio Mello e a potência do Pedro Henrique, que são jogadores acima da média, por exemplo”, destacou.
A análise não foi feita de forma individual, mas sim estrutural, o treinador apontou que o principal desafio é a baixa quantidade de minutos jogados pelos atletas mais jovens ao longo da temporada.

“A grande dificuldade nossa é que a gente não tem lastro de jogo com esses meninos. Às vezes, no ano, eles vão fazer dez partidas, isso pra uma base é muito pouco. A experiência vem do jogo”, ressaltou.
A comissão técnica decidiu ajustar a formação da equipe durante a própria partida. A chegada de atletas mais experientes contribuiu para a reestruturação do desempenho coletivo.
“A mescla melhorou esse desempenho, esse conjunto. Hoje tinha mais experiência com eles desde o início, esses caras mais experientes induzem esses atletas, conversam, essa mescla é muito boa”, comentou.

O treinador também falou sobre a situação atual do clube, mencionando que o equilíbrio entre juventude e experiência tem sido fundamental para os resultados recentes, uma vez que o time está competindo em várias competições ao mesmo tempo.
“Foi o que nos trouxe até agora aqui, na quinta fase da Copa do Brasil, campeão do Parazão, e com chances de classificar na Copa Norte ainda”, concluiu.
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