A série da Netflix em homenagem a Ronaldinho Gaúcho destacou o ex-jogador como um dos melhores em campo e um talento no mundo do audiovisual. A obra estreou no Top 10 das mais assistidas globalmente uma semana após seu lançamento e, de acordo com a plataforma, o projeto ocupa a segunda posição entre os conteúdos de língua não inglesa e o primeiro lugar no ranking de 15 países. O documentário já foi acessado 4,7 milhões de vezes. Os dados são referentes a esta semana.

A série homônima retrata aspectos de sua carreira, incluindo conquistas, clubes e até a prisão ocorrida no Paraguai em março de 2020, quando foi detido por ingressar no país com passaportes falsificados. Ele ficou aproximadamente um mês em um presídio em Assunção e mais quatro meses em prisão domiciliar em um hotel, sendo liberado em agosto de 2020 após um acordo. Ronaldinho descreve o incidente como o pior de sua vida. No entanto, um ex-atleta do Paysandu também faz parte da série.
Rodrigo Alvim, que jogou pelo time bicolor em 2013 no Campeonato Paraense e se tornou campeão, é amigo de Ronaldinho desde a época das categorias de base do Grêmio, no Rio Grande do Sul. Ambos são de Porto Alegre e desenvolveram uma amizade que se consolidou quando jogaram juntos no Flamengo em 2011, período em que compartilhavam o mesmo quarto durante as concentrações.
Na série, o ex-bicolor faz uma aparição quando Ronaldinho prevê um gol e tem Alvim como testemunha. Em 2011, ocorreu um dos maiores jogos da história do Campeonato Brasileiro, Santos 4×5 Flamengo, com Ronaldinho e Neymar em campo. O Flamengo, após estar perdendo por 3 a 0 na Vila Belmiro, conseguiu reverter a situação.

Naquele momento, Ronaldinho marcou um dos gols mais memoráveis da história. Uma falta marcada por R10 foi transformada em gol, com a bola passando por baixo da barreira. No mundo do audiovisual, o gaúcho continua se divertindo com a situação e fazendo piadas com seu ex-colega de equipe Rodrigo Alvim.
“Você (Alvim) não vai deixar eu mentir aqui. A gente treinava junto, e eu treinando falta por baixo da barreira, e ele ‘você está louco’. Então, eu disse: ‘lá na Vila Belmiro o campo é molhado, eles vão pular e eu vou dar por baixo’”, iniciou Ronaldinho, no documentário da Netflix.
“A gente treinava com uma barreira de ferro que tinha um espacinho por baixo. Então, se passasse ali, no jogo ia passar também. Eu treinando, e ele me chamando de louco. Esse gol de falta foi um dos mais prazerosos da minha vida. Eu pude ficar rindo da cara desse trouxa”, acrescentou.
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