Além dos obstáculos em campo na Série C do Campeonato Brasileiro, o Paysandu tem lidado com uma questão que tem preocupado a diretoria e a comissão técnica a qualidade do gramado da Curuzu. Com desgaste visível e severamente afetado pelas intensas chuvas em Belém, o estádio bicolor começou a demandar ações emergenciais para reduzir os efeitos na continuidade da temporada.

No último fim de semana, antes do jogo contra o Anápolis-GO, pela sexta rodada da Série C, o gramado da Curuzu voltou a ser motivo de preocupação. Funcionários do clube realizavam reparos no campo momentos antes do confronto, removendo placas danificadas e espalhando areia em várias áreas para evitar que o gramado, já bastante deteriorado, sofresse mais desgaste.
Entretanto, as intensas chuvas que afetaram a capital paraense pioraram ainda mais as condições do gramado, que já exibia buracos e desgaste devido à sequência de jogos durante a temporada. Em vista disso, a diretoria do Paysandu optou por pedir à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que alterasse o local da partida contra o Floresta-CE, transferindo-a para a cidade de Castanhal.

O jogo, que está previsto para acontecer no Estádio da Curuzu na segunda-feira (25), pode ser antecipado para sábado (23) no Estádio Modelão, de acordo com a solicitação enviada pelo clube à entidade. A alteração é parte de uma estratégia para proteger o gramado da Curuzu e também permitir que torcedores de outras cidades assistam aos jogos do Papão.
Em entrevista à Rádio Clube do Pará, antes do jogo contra o Anápolis, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, falou sobre os desafios que o clube tem enfrentado em relação ao campo.

“A gente não tem como fazer muita coisa no gramado. Entre os pequenos intervalos dos jogos conseguimos fazer algumas intervenções paliativas. Não temos como abrir mão de vez porque aqui é a nossa casa”, afirmou.
O dirigente também anunciou que o clube planeja fazer uma reforma mais abrangente no gramado ao final da temporada, mas enfatizou que o projeto dependerá da obtenção de fundos.
“Para o final do ano queremos fazer uma intervenção mais profunda, mas o tamanho disso vai depender dos recursos financeiros e da captação de recursos, com uma solução maior para o estádio”, completou.
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