Jorge Luís Totti / Paysandu

Ex-Paysandu, Diogo Oliveira abre o coração sobre o clube: “Marcante…”

O bom início de Diogo Oliveira no futebol da Coreia do Sul não apagou a ligação criada com o Paysandu. Atualmente no Daejeon Hana Citizen, o atacante brasileiro revelou que segue acompanhando o clube paraense e guarda carinho pela passagem com a camisa bicolor.

📷 Diogo Oliveira assumiu a responsabilidade ao lado de Garcez, mas Papão estava com muitos problemas e acabou caindo |Jorge Luís Totti / Paysandu

Contratado em meio à luta contra o rebaixamento na Série B de 2025, o centroavante chegou com a missão de ajudar o Papão em um momento delicado. Em 17 partidas, marcou seis gols e rapidamente assumiu papel importante no setor ofensivo, embora a reação não tenha sido suficiente para evitar a queda.

Diogo Oliveira relembra passagem pelo Paysandu

Ao recordar o período em Belém, Diogo destacou o ambiente encontrado no clube e o apoio da Fiel Bicolor mesmo diante das dificuldades.

Jogador tem forte presença aérea | Jorge Luís Totti/Paysandu

“Foi uma passagem marcante para mim. Cheguei em um momento realmente complicado, com o clube vivendo uma situação difícil na competição, mas encontrei um grupo muito comprometido e uma torcida que nunca deixou de apoiar. Individualmente, consegui ter uma adaptação rápida, ajudar com gols, mas infelizmente não conseguimos alcançar o objetivo de permanecer na Série B. Claro que fica o sentimento de frustração pelo desfecho, mas também guardo muitas coisas positivas. Tenho muito respeito pelo Paysandu e sou grato pela forma como fui recebido pelo clube e pela torcida.”

Mesmo do outro lado do mundo, o atacante afirmou que segue atento ao noticiário bicolor. A diferença de fuso horário dificulta acompanhar as partidas ao vivo, mas ele revelou que procura se manter informado sobre o momento do Papão.

“Acompanho dentro do que é possível. Por conta da diferença de fuso horário e da rotina aqui na Coreia do Sul, nem sempre consigo assistir aos jogos, mas procuro me manter informado sobre o que acontece no clube. Vi sobre a conquista da Copa Norte e também sobre a boa campanha na Série C. Fico feliz em ver o Paysandu vivendo um momento positivo, porque é um clube que aprendi a respeitar muito e que conta com uma torcida apaixonada. Torço para que a equipe siga nessa trajetória e conquiste os objetivos da temporada.”

Atacante vive nova fase na Coreia do Sul

No Daejeon Hana Citizen, Diogo Oliveira soma três gols e duas assistências em 12 partidas pela K-League. O atacante avaliou a experiência no futebol asiático como um momento importante de crescimento dentro e fora de campo.

📷 Diogo Oliveira assumiu a responsabilidade ao lado de Garcez, mas Papão estava com muitos problemas e acabou caindo |Jorge Luís Totti / Paysandu

“Tem sido uma experiência muito enriquecedora, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. É a minha primeira oportunidade no futebol asiático, então tudo acaba sendo novidade, como a cultura, o idioma, a alimentação e até mesmo a forma de trabalhar no dia a dia. Dentro de campo, é um futebol muito intenso, com bastante velocidade. Os atletas são extremamente disciplinados taticamente e existe uma cultura de trabalho muito forte. Estou muito feliz com a adaptação e buscando evoluir a cada dia para ajudar o Daejeon Hana a alcançar seus objetivos.”

Questionado sobre uma possível volta ao futebol brasileiro e até mesmo ao Paysandu, Diogo evitou fazer promessas. Ainda assim, deixou claro que não descarta novas oportunidades no futuro.

“No futebol, a gente aprende que não pode fechar portas. Hoje estou muito feliz no Daejeon Hana e totalmente focado nos desafios que tenho aqui na Coreia do Sul. Mas tenho muito carinho pelo futebol brasileiro e também pelo Paysandu, que foi um clube importante na minha trajetória. Então, se um dia existir uma oportunidade e fizer sentido para todas as partes, seria algo que eu analisaria com muito respeito e carinho.”

Aos 29 anos, Diogo Oliveira segue construindo sua trajetória no exterior, mas demonstra que a identificação com o Paysandu permanece viva, mesmo a milhares de quilômetros de Belém.