O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) decidiu arquivar a acusação que apurava possíveis irregularidades financeiras no Paysandu. A decisão, divulgada na quinta-feira, conclui o processo iniciado com a denúncia do ex-dirigente Frederico Carvalho, que indicava sinais de administração irresponsável no clube.

Segundo o MP, não havia evidências suficientes para justificar o prosseguimento das investigações. No documento, o Ministério Público enfatizou que “não se extrai prova concreta e individualizada de desvio patrimonial que justifique o prosseguimento autônomo da Notícia de Fato”, além de qualificar as alegações como “de caráter opinativo”.
A principal fundamentação da ação era a alegada falta de prestação de contas das verbas de patrocínio no período de 2021 a 2024. “Não estão disponíveis no site do Paysandu Sport Club nem no site da FPF-PA as atas das Assembleias Gerais de Prestações de Contas referentes aos anos de 2021 a 2024”, afirma parte do documento apresentado por Frederico Carvalho ao MP.

Ademais, a denúncia levantou suspeitas sobre a transferência de fundos do clube para contas pessoais. De acordo com o material enviado, valores provenientes de patrocínio e do programa Sócio Bicolor teriam sido transferidos para uma conta associada ao ex-diretor financeiro. O denunciante afirmou que “não há registro nas prestações de contas dos valores que o diretor financeiro recebeu em sua conta”, sugerindo uma possível falta de clareza nas finanças.
As alegações se baseavam em dispositivos da Lei Pelé e da Lei Geral do Esporte, que demandam a divulgação de demonstrações contábeis auditadas e a disponibilização desses dados em canais de acesso público.
Outro aspecto mencionado na denúncia ligava a alegada irregularidade a danos esportivos e administrativos, incluindo a proibição de transferências imposta pela FIFA ao clube em negociação com o jogador Keffel. Apesar das alegações, o MP considerou que não houve evidências suficientes para comprovar as irregularidades.
A decisão enfatiza que as alegações não trouxeram elementos concretos que indicassem desvio de patrimônio ou ilegalidade na gestão, conforme destaca o advogado do clube, Mateus Casemiro.
“O clube sempre agiu com clareza e rigor na administração de seus recursos. Desde o começo, as acusações não tinham base jurídica nem probatória. O arquivamento pelo Ministério Público corrobora a posição sempre defendida pela diretoria do Paysandu.”
Por outro lado, o clube registrou o evento como forma de agradecimento. “O Paysandu agradece a seus torcedores, parceiros e colaboradores pela confiança no trabalho da administração e reafirma seu compromisso com a seriedade institucional, boa governança e crescimento do futebol paraense”, enfatizou o clube.
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