Na quarta temporada como executivo de futebol do Paysandu, Felipe Albuquerque concedeu uma entrevista reveladora à Rádio Clube do Pará, abrindo o jogo sobre os bastidores do clube, os desafios de contratar jogadores no Norte do Brasil, a saída de Juninho e o impacto da estrutura e da torcida na construção de um projeto sólido para 2025.

Com uma trajetória que preza por planejamento e convicção, Felipe tem sido peça-chave no crescimento do clube, dentro e fora de campo. “O Paysandu é um clube que exige muito. Quem chega precisa entender rapidamente a grandeza e a paixão envolvida”, declarou.
Paysandu: Estrutura, planejamento e Série B mais competitiva da história
Com o clube em evolução constante, Felipe destacou a importância da estrutura física como diferencial competitivo. A criação e o desenvolvimento do Centro de Treinamento, aliado a melhorias na Curuzu, têm sido determinantes na atração de atletas. “Cada passo estrutural nos dá mais visibilidade e credibilidade”, disse.
Sobre a Série B de 2025, Felipe não esconde o grau de dificuldade. “É uma competição que se tornou quase uma nova Série A, com gramados, transmissões e elencos de alto nível. O nível de investimento aumentou, e os clubes estão cada vez mais preparados”, explicou.
O desafio de contratar no Norte e a pressão de vestir o manto bicolor
Apesar das dificuldades geográficas e logísticas, Felipe acredita que o Paysandu possui vantagens únicas. “O clássico Re-Pa é o mais jogado do mundo e os atletas querem viver isso. Temos pontos de fragilidade, mas também muitos atrativos. Montamos um elenco competitivo e estamos satisfeitos com os resultados até aqui.”

Ele também reforçou a responsabilidade que é trabalhar em um clube com uma torcida tão apaixonada: “O profissional precisa entender que responde diretamente ao torcedor. A pressão existe, mas é uma consequência do amor da torcida pelo clube”.
H2: Juninho, CT e o papel da torcida como força motriz do clube
A saída do meia Juninho foi uma decisão estratégica. Com contrato perto do fim e interesses externos, o clube optou por manter parte dos direitos econômicos para garantir retorno futuro. “Foi uma decisão pensada, conversada. Juninho deixa um legado e continua com vínculo indireto com o clube.”
Por fim, Felipe exaltou o papel da torcida na transformação do Paysandu. “A torcida é apaixonada, presente e participa ativamente. A campanha ‘Payxão que Constrói’ foi um exemplo disso. O torcedor é o combustível que move esse projeto.”

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