A pré-temporada do Paysandu, sob a direção técnica de Júnior Rocha, já está quase completando 30 dias de atividades intensas. Até agora, além do jogo-treino realizado no último fim de semana contra o Cametá, que terminou em empate 1 a 1, as atividades de treino têm sido combinadas com ações que ocorrem tanto no Centro de Treinamentos quanto em diferentes pontos de Belém.

Durante esses treinamentos, uma atividade física adicional em uma arena de futebol society situada na Avenida João Paulo II, em Belém, na última segunda-feira (12), despertou bastante interesse. A movimentação dos atletas gerou bastante repercussão nas redes sociais, especialmente entre os torcedores. Contudo, aqueles que estavam presentes aproveitaram a oportunidade para tirar fotos e gravar vídeos com os jogadores.
Papão segue se preparando para o começo da temporada 2026. Gostaria de expressar minha gratidão ao Presidente da Assembleia Paraense, Oscar Pessoa, pela disponibilização do espaço e pela atenção dedicada a toda a delegação do Paysandu SC. pic.twitter.com/rVknxwKVRX
Na quarta-feira (14), a atividade da tarde foi realizada em um dos campos da Assembleia Paraense, mais uma vez fora do Centro de Treinamento do clube. Em entrevista à Rádio Clube do Pará, o chefe do departamento médico e de performance do Paysandu, doutor José Silvério, afirmou que a seleção dos locais para esses treinos foi baseada em critérios técnicos e científicos.

De acordo com o médico, o trabalho realizado exigia que os exercícios fossem finalizados em no máximo 40 minutos após a ativação dos músculos. A primeira parte da atividade foi realizada na academia do clube, na Curuzu, o que impossibilitou o deslocamento até o CT dentro do prazo estabelecido.
“Não foi um treino técnico ou tático, e sim um treino de força. Todos os dias o Paysandu treina no CT, alternando os gramados, pois já são dois campos em atividade. Durante a semana, no período da tarde, realizamos esse tipo de trabalho de força. Os atletas almoçam e permanecem na Curuzu, onde a ativação é feita na academia, algo que já acontece há bastante tempo”, explicou.
José Silvério também ressaltou que o gramado do Estádio da Curuzu está, no momento, passando por um processo de replantio e tratamento, o que pode provocar irritação na pele dos jogadores, impedindo a realização de atividades no local.
“Não faz sentido técnico realizar a ativação na Curuzu e depois ir para o CT, porque perderíamos tempo. É fundamental que até 20 minutos após esse trabalho de ativação o treino de força seja iniciado. Por isso, utilizamos locais próximos, como a Escola de Educação Física, um complexo de grama sintética e, hoje, o campo da Assembleia Paraense, sempre respeitando o tempo máximo de deslocamento”, afirmou.

O chefe médico também enfatizou que não houve nenhuma alteração na metodologia nem improvisação no trabalho executado. Ele enfatizou que todo o planejamento proposto pelo Paysandu se fundamenta em evidências científicas.
“Não há nenhum tipo de mudança ou demérito no trabalho que está sendo feito, mas sim é um trabalho que está sendo realizado baseado em evidência científica”, afirmou o médico do clube alviceleste.
José Silvério ressaltou que a Curuzu está passando por um período de reformas significativas em várias áreas.
“Ressalto ainda que mesmo com o momento que a gente passou, a Curuzu está sendo hoje um canteiro de obras em todos os setores. No departamento de performance estamos passando por reformas da enfermaria, academia, na fisioterapia, vestiários e é importante que isso seja frisado para que isso não cause demérito ao trabalho que está sendo feito”, concluiu.
Veja mais notícias do Paysandu, acompanhe os jogos, resultados, classificação e a história do Paysandu Sport Club.
