Márcio Tuma, novo presidente do Paysandu - Crédito: Reprodução/Papão TV

O que Tuma disse sobre os reforços pode surpreender a torcida do Paysandu

O Paysandu vive seu momento mais delicado na Série C do Campeonato Brasileiro. A derrota por 1 a 0 para o Ypiranga-RS, no último domingo (5), em Erechim, aumentou a pressão sobre o elenco e reduziu a margem de segurança da equipe na luta por uma vaga na segunda fase da competição. Após a partida, o presidente Márcio Tuma se pronunciou sobre a fase vivida pelo clube, prometeu reforços para a sequência da temporada, mas garantiu que a diretoria não abrirá mão da responsabilidade financeira.

Presidente Márcio Tuma acompanhado do vice Diego Moura e do diretor Alberto Maia. (Jorge Luís Totti/Paysandu)

O revés foi o quinto do Papão nas últimas sete rodadas da Série C e fez a equipe cair da terceira para a quinta colocação, permanecendo com 20 pontos. Apesar do resultado, Tuma acredita que o desempenho apresentado em campo foi superior ao da derrota anterior, diante do Santa Cruz, e avaliou que o Paysandu criou oportunidades suficientes para voltar de Erechim com os três pontos.

Presidente vê evolução e lamenta derrota no Sul

Na avaliação do dirigente, o resultado foi frustrante principalmente pelo volume ofensivo apresentado pelo Paysandu durante a partida.

“A derrota foi dolorosa, porque foi uma derrota que poderia ter sido uma vitória. Tivemos inúmeras oportunidades de sair de Erechim com um placar elástico, mas não fomos capazes de converter essas oportunidades, levamos um gol já no final do jogo e não conseguimos reverter.”

Mesmo lamentando mais um tropeço, Tuma destacou que o time apresentou uma postura diferente em relação ao confronto anterior.

“Se fizermos uma análise fria da partida, a gente vai concluir que vimos um Paysandu diferente do Paysandu do jogo contra o Santa Cruz. Foi um Paysandu que criou, que gerou oportunidades, que poderia ter saído, sem dúvida nenhuma, com uma boa vitória do Sul.”

O presidente reconheceu que o momento exige respostas rápidas, mas reforçou que a diretoria mantém confiança no trabalho desenvolvido pela comissão técnica e no potencial do elenco para reagir na reta final da primeira fase.

Tuma promete reforços, mas descarta gastos acima da realidade

Com a abertura da janela de transferências, a expectativa da torcida é pela chegada de novos jogadores para fortalecer o elenco. Márcio Tuma confirmou que o clube trabalha para realizar contratações, mas fez questão de destacar que todas as movimentações respeitarão a realidade financeira do Paysandu.

“Nós vamos realizar todos os esforços para fazer as contratações necessárias. Agora, um ponto muito importante: não faremos loucura.”

O dirigente lembrou que a atual gestão assumiu o clube com o compromisso de reorganizar as finanças e afirmou que esse planejamento continuará sendo prioridade, mesmo diante da necessidade de reforçar o grupo.

“Nós vamos ser muito responsáveis com as finanças do clube. O nosso projeto aqui é de médio e longo prazo, para estruturar o Paysandu e levar o Paysandu para os lugares dos quais ele nunca deveria ter saído. Isso só se faz com muita responsabilidade.”

Segundo Tuma, o grande desafio da temporada é equilibrar desempenho esportivo e responsabilidade administrativa.

“O nosso desafio enorme esse ano é conseguir performar, é conseguir o acesso com a realidade que temos. E assim vamos trabalhar. Podem contar com o nosso esforço e com o nosso compromisso de dar o nosso melhor para que isso aconteça.”

Foco agora é vencer o líder Guarani

O próximo compromisso do Paysandu será diante do líder Guarani, no domingo (12), às 16h, na Curuzu. O confronto é considerado fundamental para a equipe voltar a vencer e recuperar a confiança na luta por uma vaga na segunda fase da Série C.

Para Tuma, a semana será decisiva para corrigir os erros apresentados nas últimas rodadas e preparar o elenco para um dos jogos mais importantes da temporada até aqui.

“Vamos ter uma semana de muito trabalho para que possamos ter uma boa preparação e possamos voltar a vencer diante da Fiel, voltar a vencer em casa, na nossa casa que é a Curuzu.”

O presidente também pediu equilíbrio nas avaliações sobre o momento vivido pelo clube e ressaltou que os resultados, positivos ou negativos, não podem esconder a realidade do trabalho desenvolvido.

“Criticar é válido. As vitórias, muitas vezes, escondem as nossas fragilidades. Então não é porque nós ganhamos que está tudo 100% certo, e não é também porque nós tivemos essa derrota dolorida que está tudo 100% errado, que nada presta, que é terra arrasada.”

Com seis rodadas restantes na primeira fase, o Paysandu sabe que precisará transformar o discurso em resultados para permanecer entre os oito primeiros colocados e seguir firme na luta pelo acesso à Série B.