Youtube / Futebol Zueiro PA

Paysandu contesta arbitragem e aponta erro em lance com Pikachu

Apesar de ter pedido uma arbitragem de fora do Pará para o clássico Re-Pa, o Paysandu expressou novamente descontentamento com a condução da partida no Mangueirão no último domingo, dia 9.

Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu / Esporte News Mundo

O presidente Márcio Tuma declarou que as decisões tomadas durante o jogo reforçaram a sensação de que o clube continua sendo prejudicado em momentos cruciais, o que levou a novas queixas da diretoria bicolor.

A principal queixa do Lobo é a falta de expulsão de Yago Pikachu, que supostamente teria agredido Brian quando a jogada já estava parada. De acordo com a regra, empurrar um adversário, gandula ou árbitro quando a bola está fora de jogo é normalmente classificado como conduta violenta, podendo resultar em expulsão.

“O Yago Pikachu deveria ter sido expulso também. Eu vi algo que foi surreal, que foi uma ‘desexpulsão’. Onde que tem isso na regra? Foi o que vimos. Até o placar anunciou o vermelho para o jogador deles, pois todos viram que foi para ele. Depois, foi cancelado e deram amarelo. No outro lance, o bandeirnha deu tiro de meta em um lance na frente dele, o árbitro cancela e dá escanteio para o rival. Saímos muito prejudicados. Vamos rever e se vermos que realmente fomos muito prejudicados, vamos fazer uma representação contra esse árbitro. Não admitimos que o Paysandu seja prejudicado”, destacou.

Pikachu empurrou Brian no pescoço após jogo ser parado | Irene Almeida / Diário do Pará

O dirigente explicou que a solicitação de árbitros de outros estados foi uma ação preventiva, adotada após incidentes prévios no Campeonato Paraense. No entanto, ele ressaltou que a presença de árbitros FIFA não resolveu as dúvidas levantadas durante o clássico.

“Solicitamos a arbitragem de fora em comum acordo, mas mesmo assim tivemos situações que nos incomodaram. Teve cartão vermelho retirado do adversário e inversões de marcações do auxiliar que estava muito próximo dos lances”, destacou.

De acordo com o presidente, o Paysandu não pretende usar a arbitragem como justificativa para o resultado, mas acredita que é seu dever institucional se manifestar quando considera que houve prejuízo esportivo. Tuma afirmou que algumas decisões afetaram diretamente o curso da partida e causaram frustração no clube.

Reprodução / Programa Golaço

“Não queremos dar desculpa para a torcida e nem acomodar os jogadores. Entramos para ganhar. Quando o atleta faz o que tem que fazer, dá o sangue, nós temos que fazer nosso papel fora de campo”, ressaltou.

Márcio Tuma também declarou que o clássico requer o mais alto nível de atenção da arbitragem, devido à importância do Re-Pa dentro e fora de campo. Segundo ele, o resultado afeta não só a classificação, mas também o clima esportivo e emocional do clube durante a semana.

“O clássico vale três pontos, mas diz muito sobre o que vai acontecer depois. A semana começa bem ou mal dependendo do resultado. Por isso, não podemos aceitar erros que comprometam um jogo desse tamanho”, pontuou.

Por fim, o presidente assegurou que o Paysandu permanecerá vigilante e não recuará diante de possíveis contestações futuras. De acordo com ele, a diretoria sempre adotará uma postura firme na defesa do clube, independentemente de quem esteja apitando o jogo.

“Se o Paysandu for prejudicado, vamos para cima. Seja qual árbitro for. Vamos ser inegociáveis com os direitos do Paysandu”, finalizou.

A arbitragem foi composta por Rodrigo José Pereira de Lima (PE / FIFA), assistido por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ / FIFA) e Luanderson Lima dos Santos (BA / FIFA). Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN/FIFA) foi o árbitro do VAR.