O dia 4 de agosto ocupa um lugar especial na memória da Fiel Bicolor. Há exatos 24 anos, o Paysandu escrevia o capítulo mais glorioso de sua história ao derrotar o Cruzeiro na decisão da Copa dos Campeões de 2002. Depois de vencer por 4 a 3 no tempo normal e 3 a 0 nos pênaltis, o Papão levantou a taça e garantiu uma vaga na Libertadores.
A conquista permanece como um marco para o futebol da Região Norte. Até hoje, o Paysandu segue sendo o único clube da Amazônia a disputar a principal competição de clubes da América do Sul.

Como foi a decisão contra o Cruzeiro?
A missão parecia improvável. No primeiro jogo da final, disputado no Mangueirão, o Cruzeiro venceu por 2 a 1, obrigando o Paysandu a buscar a vitória no duelo de volta, realizado no Castelão, em Fortaleza.
Mesmo após sair atrás no placar, o time comandado por Givanildo Oliveira mostrou personalidade. O atacante Vandick brilhou ao marcar três vezes, enquanto Jóbson anotou o quarto gol bicolor, fechando o placar em 4 a 3 e levando a decisão para as penalidades.
Quem foram os heróis da conquista?
Nos pênaltis, o grande nome foi o goleiro Marcão. O arqueiro defendeu as três cobranças do Cruzeiro, enquanto Jóbson, Vélber e Luís Fernando converteram as batidas do Paysandu para decretar a vitória por 3 a 0 e iniciar uma das maiores festas da história do clube.
Além de Marcão e Vandick, aquele elenco contava com jogadores que se tornaram ídolos da torcida, como Sandro, Lecheva, Albertinho e Luís Carlos Trindade, todos comandados por Givanildo Oliveira.
Por que esse título é considerado o maior da história do Paysandu?
Mais do que levantar uma taça nacional, o Paysandu conquistou um feito inédito para o futebol nortista. O título da Copa dos Campeões garantiu ao clube uma vaga na Libertadores de 2003, competição em que o Papão voltaria a fazer história ao vencer o Boca Juniors por 1 a 0, em plena La Bombonera, resultado que ganhou repercussão internacional.
A campanha na Copa dos Campeões também foi marcante. Antes da decisão, o Paysandu eliminou adversários tradicionais como Bahia e Palmeiras, além de terminar a competição com 14 gols marcados em sete partidas.
Por que a conquista segue tão lembrada?
Passadas mais de duas décadas, a Copa dos Campeões continua sendo o principal símbolo da grandeza do Paysandu. O título representou o auge de uma geração vencedora, consolidou o clube entre os protagonistas do futebol brasileiro naquele período e proporcionou momentos que permanecem vivos na memória da torcida bicolor.
Para muitos torcedores, aquele 4 de agosto de 2002 não foi apenas um título. Foi o dia em que o Paysandu mostrou ao Brasil que era capaz de desafiar gigantes e fazer história.

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