Nesta quarta-feira (4), o Paysandu foi derrotado pela Tuna e contestou veementemente a arbitragem do jogo. O executivo de futebol do clube, Marcelo Santana, fez questão de assumir a coletiva de imprensa pós-jogo.

Inicialmente, ele considerou a performance do time de Olivaldo José Alves Moraes como uma das piores que já viu em seus 11 anos de carreira no futebol. De acordo com ele, o motivo pelo qual o treinador não compareceu à coletiva foi porque o jogo foi decidido por falhas da arbitragem, e não por questões de desempenho em campo.
O dirigente enfatizou que é a favor do uso do VAR, porém ressaltou que a tecnologia não resolve questões quando há árbitros incompetentes ou que atuam de má-fé.
O Paysandu pedirá à Federação Paraense uma cópia integral do áudio do jogo, o clube deseja obter as comunicações entre o árbitro de campo e a cabine do VAR, não somente sobre o lance do pênalti, mas de toda a partida.

Marcelo relata que o árbitro fez comentários inadequados ao jogador Marcinho, sugerindo que ele deveria “jogar seu futebolzinho”, pois não marcaria faltas a favor dele.
Santana coletou informações a respeito de Olivaldo José Alves Moraes, o árbitro principal do jogo. Embora reconhecesse que se tratava de um jovem profissional, o dirigente destacou que ele não atuou como árbitro principal nas séries A, B ou C do Campeonato Brasileiro em 2025.
Ele atuou como árbitro central em apenas duas partidas da série D, segundo o executivo, isso reflete o nível do profissional que trabalhou no jogo.
O Paysandu contesta especificamente a penalidade concedida aos 43 minutos da etapa final, o clube aconselhou os torcedores a assistirem ao lance no YouTube para que pudessem formar sua própria opinião.

De acordo com a avaliação do clube, o atleta Castro pulou de maneira natural, sem observar o oponente. Desde o começo do salto, os braços mantiveram-se na mesma posição, sem se moverem para ganhar espaço ou para atingir o adversário da Tuna.
O clube irá apresentar uma queixa formal à Comissão de Arbitragem e à Federação Paraense. A diretoria afirmou que respeitará os canais legais, mas não permanecerá em silêncio diante do que considera uma injustiça.
Santana enfatizou que a Tuna não é responsável pela controvérsia e merece elogios pela vitória. Contudo, o dirigente advertiu que o futebol do Pará não irá progredir se a qualidade da arbitragem mantiver o padrão atual.
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