Paysandu mostra força mental, mas alerta permanece

O Paysandu voltou a dar uma resposta positiva ao seu torcedor. Após duas derrotas consecutivas, o Papão venceu o Guarani de virada na Curuzu em uma partida marcada por dois tempos completamente diferentes. Se na etapa inicial o time sofreu com erros defensivos e pouca criatividade, no segundo tempo a equipe mostrou poder de reação, contou com a força do banco de reservas e conquistou mais uma virada importante na temporada.

O resultado reforça a capacidade de recuperação do elenco comandado por Júnior Rocha, mas também deixa claro que alguns problemas seguem preocupando para a sequência da Série C.

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Foto: Fernando Torres/AGIF

Bola parada segue sendo o principal problema

Os primeiros 45 minutos foram de muitas dificuldades para o Paysandu. O Guarani encontrou espaço principalmente pelo lado esquerdo do ataque e levou perigo antes mesmo de abrir o placar.

No primeiro gol, após cobrança de escanteio, Gabriel Mesquita falhou ao afastar a bola, que sobrou para Hebert marcar. Pouco depois, outra bola parada castigou o Papão. Em cobrança de falta levantada na área, o goleiro voltou a falhar e Maurício Antônio apenas completou para ampliar a vantagem do Bugre.

Além dos problemas defensivos, o Paysandu teve pouca inspiração no setor ofensivo. A equipe manteve a posse de bola, mas abusou dos cruzamentos sem efetividade e praticamente não ameaçou o adversário durante toda a primeira etapa.

Mudanças de Júnior Rocha mudaram o jogo

O cenário mudou completamente após o intervalo. O Paysandu voltou mais agressivo, ocupou o campo ofensivo e passou a criar oportunidades com muito mais qualidade.

As substituições feitas por Júnior Rocha tiveram papel decisivo. Luciano Taboca, Lucas Cardoso e Pablo Baianinho deram mais velocidade e intensidade ao time.

O primeiro gol nasceu justamente de uma jogada que terminou em escanteio. Marcinho cobrou na área e Taboca apareceu para diminuir o placar.

Pouco depois, Lucas Cardoso cruzou para Pablo Baianinho, que sofreu pênalti. Marcinho desperdiçou a cobrança, mas o erro não abalou a equipe.

A entrada de Ítalo foi outro ponto decisivo. Apenas quatro minutos depois de entrar em campo, o atacante aproveitou cruzamento de Taboca para empatar a partida.

Já o gol da virada contou novamente com participação dos reservas. Taboca cruzou, o estreante Carrerette cabeceou, o goleiro defendeu parcialmente e Bruno Bispo apareceu para garantir a vitória bicolor.

Vitória mostra força mental, mas acende alerta

A reação diante do Guarani reforça uma característica que o Paysandu tem mostrado ao longo da temporada: a capacidade de buscar resultados mesmo em situações adversas.

Foi a terceira vez em 2026 que o Papão conseguiu virar uma partida após estar perdendo por dois gols de diferença, repetindo o que já havia feito contra a Portuguesa-SP, pela Copa do Brasil, e diante do Botafogo-PB, pela Série C.

Ao mesmo tempo, a partida evidencia que o time precisa corrigir os recorrentes problemas defensivos, especialmente nas bolas paradas. Contar sempre com grandes reações não é uma estratégia sustentável para uma equipe que luta pelos primeiros lugares da competição.

Entre os destaques individuais, o zagueiro Carrerette deixou boa impressão logo na estreia. Mesmo com apenas um treinamento antes da partida, mostrou segurança na defesa e ainda participou diretamente do lance que originou o gol da virada.

A vitória devolve confiança ao Paysandu, que agora busca manter a regularidade para consolidar sua reação na Série C e evitar que as falhas defensivas voltem a comprometer o desempenho da equipe.