Paysandu ganha fôlego após decisão envolvendo dívida de R$ 2,5 milhões
O Paysandu conseguiu uma decisão favorável na Justiça envolvendo uma dívida milionária relacionada ao…
O Paysandu conseguiu uma decisão favorável na Justiça envolvendo uma dívida milionária relacionada ao uso do Mangueirão. A 2ª Vara da Fazenda de Belém determinou o encerramento da execução individual de R$ 2,55 milhões movida pelo Estado do Pará contra o clube.
A medida representa um alívio para o Papão porque impede que a cobrança continue diretamente por meio daquele processo. Isso, no entanto, não significa que o débito tenha desaparecido. O montante foi reconhecido judicialmente e deverá ser tratado dentro da Recuperação Judicial do Paysandu.
O valor atualizado da dívida foi estabelecido em R$ 2.550.042,75. Agora, caberá ao Estado solicitar a habilitação do crédito no processo de recuperação do clube.

Por que o Paysandu conseguiu barrar a execução?
O principal fator considerado pela Justiça foi a origem da dívida. Como o débito foi constituído antes do pedido de Recuperação Judicial do Paysandu, deferido em fevereiro de 2026, a cobrança precisa seguir as regras do processo que reúne os credores do clube. A dívida foi enquadrada como crédito quirografário, pertencente à Classe III.
Dessa maneira, o Estado não poderá buscar individualmente o recebimento do montante por meio da execução que estava em andamento. A decisão também impede medidas como bloqueios bancários e penhoras diretas de bens do Paysandu relacionadas a essa execução. Para buscar o pagamento, o Estado terá de habilitar seu crédito na Recuperação Judicial.
Dívida do Paysandu começou há mais de 20 anos
O caso atravessa mais de duas décadas da história bicolor. A origem da cobrança está na utilização do Mangueirão pelo Paysandu para partidas realizadas nos anos de 2002, 2003 e 2005. Naquele período, o Papão viveu alguns dos momentos de maior destaque de sua história recente, incluindo participações na Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores.
Inicialmente, o débito era de aproximadamente R$ 273 mil e estava relacionado à contraprestação pela utilização do estádio, administrado pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A cobrança chegou à Justiça em 2007. Com o passar dos anos e a incidência de correção monetária e juros, o montante aumentou significativamente até alcançar os atuais R$ 2,55 milhões.
Paysandu não pretende contestar valor
O departamento jurídico do Paysandu também não pretende abrir uma nova discussão em relação ao tamanho da dívida. Ao DOL, o diretor jurídico Bruno Castro explicou que a próxima movimentação dependerá do Estado, responsável por solicitar a habilitação do crédito na Recuperação Judicial.
Segundo ele, os valores reconhecidos estão de acordo com os registros considerados pelo clube. Antes da decisão, o Paysandu já havia incluído uma dívida de R$ 356 mil com a Seel em sua relação de credores. Agora, o montante deverá ser atualizado para os R$ 2,55 milhões reconhecidos pela Justiça.
O Papão continua devendo R$ 2,55 milhões
Apesar da decisão favorável em relação à execução, o Paysandu continua responsável pelo pagamento da dívida. A principal mudança está na forma como o Estado poderá buscar os recursos. Em vez de realizar uma cobrança individual contra o clube, o crédito passará a integrar oficialmente o processo de Recuperação Judicial.
Com isso, as condições e os prazos para pagamento serão definidos de acordo com o Plano de Recuperação Judicial do Paysandu e as regras destinadas aos credores da Classe III. Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp.

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