Siga

Paysandu ganha fôlego após decisão envolvendo dívida de R$ 2,5 milhões

O Paysandu conseguiu uma decisão favorável na Justiça envolvendo uma dívida milionária relacionada ao…

Por Marcos Eduardo · 4 min de leitura
Seguir no Google Discover
Mangueirão recebe Paysandu x Brusque
Mangueirão recebe Paysandu x Brusque
Publicidade

O Paysandu conseguiu uma decisão favorável na Justiça envolvendo uma dívida milionária relacionada ao uso do Mangueirão. A 2ª Vara da Fazenda de Belém determinou o encerramento da execução individual de R$ 2,55 milhões movida pelo Estado do Pará contra o clube.

A medida representa um alívio para o Papão porque impede que a cobrança continue diretamente por meio daquele processo. Isso, no entanto, não significa que o débito tenha desaparecido. O montante foi reconhecido judicialmente e deverá ser tratado dentro da Recuperação Judicial do Paysandu.

O valor atualizado da dívida foi estabelecido em R$ 2.550.042,75. Agora, caberá ao Estado solicitar a habilitação do crédito no processo de recuperação do clube.

Torcida do Paysandu

Por que o Paysandu conseguiu barrar a execução?

O principal fator considerado pela Justiça foi a origem da dívida. Como o débito foi constituído antes do pedido de Recuperação Judicial do Paysandu, deferido em fevereiro de 2026, a cobrança precisa seguir as regras do processo que reúne os credores do clube. A dívida foi enquadrada como crédito quirografário, pertencente à Classe III.

Publicidade

Dessa maneira, o Estado não poderá buscar individualmente o recebimento do montante por meio da execução que estava em andamento. A decisão também impede medidas como bloqueios bancários e penhoras diretas de bens do Paysandu relacionadas a essa execução. Para buscar o pagamento, o Estado terá de habilitar seu crédito na Recuperação Judicial.

Dívida do Paysandu começou há mais de 20 anos

O caso atravessa mais de duas décadas da história bicolor. A origem da cobrança está na utilização do Mangueirão pelo Paysandu para partidas realizadas nos anos de 2002, 2003 e 2005. Naquele período, o Papão viveu alguns dos momentos de maior destaque de sua história recente, incluindo participações na Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores.

Publicidade

Inicialmente, o débito era de aproximadamente R$ 273 mil e estava relacionado à contraprestação pela utilização do estádio, administrado pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A cobrança chegou à Justiça em 2007. Com o passar dos anos e a incidência de correção monetária e juros, o montante aumentou significativamente até alcançar os atuais R$ 2,55 milhões.

Paysandu não pretende contestar valor

O departamento jurídico do Paysandu também não pretende abrir uma nova discussão em relação ao tamanho da dívida. Ao DOL, o diretor jurídico Bruno Castro explicou que a próxima movimentação dependerá do Estado, responsável por solicitar a habilitação do crédito na Recuperação Judicial.

Publicidade

Segundo ele, os valores reconhecidos estão de acordo com os registros considerados pelo clube. Antes da decisão, o Paysandu já havia incluído uma dívida de R$ 356 mil com a Seel em sua relação de credores. Agora, o montante deverá ser atualizado para os R$ 2,55 milhões reconhecidos pela Justiça.

O Papão continua devendo R$ 2,55 milhões

Apesar da decisão favorável em relação à execução, o Paysandu continua responsável pelo pagamento da dívida. A principal mudança está na forma como o Estado poderá buscar os recursos. Em vez de realizar uma cobrança individual contra o clube, o crédito passará a integrar oficialmente o processo de Recuperação Judicial.

Com isso, as condições e os prazos para pagamento serão definidos de acordo com o Plano de Recuperação Judicial do Paysandu e as regras destinadas aos credores da Classe III. Quer ficar por dentro de tudo? Entre agora no nosso canal do WhatsApp.

Torcida do Paysandu realiza mosaico na disputa da final da Copa Verde, no Mangueirão, em Belém. (Foto: Beatriz Reis / ge)

Publicidade
Seguir no Google Discover