A derrota por 2 a 1 para o Amazonas, na noite do último domingo (26), no estádio Carlos Zamith, em Manaus, deixou um sentimento de frustração no Paysandu. Após abrir o placar e controlar boa parte da partida válida pela 15ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, o Papão sofreu a virada e desperdiçou a chance de subir na tabela.
Na entrevista coletiva, o técnico Júnior Rocha não escondeu o incômodo com o resultado. Para o comandante bicolor, a equipe executou parte do plano de jogo, mas acabou sendo castigada por falhas de concentração em momentos decisivos da partida.
“Temos que ter um nível de concentração altíssimo, início, meio e fim do jogo. Não dá para vacilar nesses lances como nós vacilamos. Esse tipo de erro compromete o resultado final”, afirmou.

“A indignação é maior”
O treinador destacou que o Paysandu teve o controle das ações durante boa parte do confronto e lamentou o fato de a equipe não ter conseguido transformar o bom desempenho em vitória. Segundo Júnior Rocha, o sentimento de frustração aumenta justamente porque o Papão saiu na frente do placar e criou condições para ampliar a vantagem.
“O jogo que saímos vencendo por 1 a 0… então a indignação é maior por isso. Tivemos o controle do jogo, as ações da partida, e acabamos caindo em lances que comprometeram o resultado final.”
A virada do Amazonas começou após um pênalti cometido pelo zagueiro Bruno Bispo. Pouco depois, os donos da casa marcaram o segundo gol e confirmaram a vitória.
Técnico evita apontar culpados
Apesar do erro individual que originou o empate amazonense, Júnior Rocha fez questão de dividir a responsabilidade pelo resultado entre todo o grupo. O treinador afirmou que o futebol é coletivo e descartou responsabilizar apenas um jogador pela derrota.
“O futebol é coletivo. Apontar um ao outro aqui não vai nos levar a lugar nenhum. O nível de concentração tem que ser de todos.”
Segundo o comandante, a comissão técnica irá revisar os lances da partida junto ao elenco para corrigir os erros e evitar que situações semelhantes se repitam nas próximas rodadas.
“Vamos orientar, passar o vídeo de novo e fazer com que os atletas busquem mais conhecimento para continuarmos fortalecendo o nosso coletivo.”
Rocha explica mudanças no segundo tempo
Outro assunto abordado na coletiva foi a sequência de substituições realizadas durante a etapa final. Júnior Rocha explicou que as entradas de Henrico, Ítalo e Thalyson já estavam programadas antes mesmo do gol de empate do Amazonas. De acordo com ele, a ideia era renovar o fôlego da equipe e aumentar o poder ofensivo.
O treinador também justificou a saída de Pablo Baianinho, que, segundo ele, ainda não reúne condições físicas para atuar durante os 90 minutos.
“O Pabllo chegou sem ritmo de jogo e sabíamos que a partida exigiria muito dele. Levamos até o limite, por volta dos 15 ou 20 minutos do segundo tempo. Depois fizemos as mudanças para ganhar mais força ofensiva.”
Mesmo com as alterações, o Paysandu não conseguiu reagir após sofrer a virada.
Papão terá duas semanas para reagir
Com o resultado, o Paysandu perdeu a oportunidade de assumir posições mais altas na classificação da Série C e agora volta suas atenções para a sequência da competição.
A equipe também terá tempo para trabalhar. Por causa de uma nova pausa no calendário da Série C, o elenco ficará mais de duas semanas sem entrar em campo.
O próximo compromisso será apenas no dia 10 de agosto, uma segunda-feira, às 20h, diante do Confiança, na Curuzu, pela 16ª rodada.
Até lá, Júnior Rocha terá um período importante para ajustar a equipe, corrigir os erros apontados após a derrota em Manaus e preparar o Paysandu para um confronto que pode ser decisivo na luta por uma vaga no quadrangular do acesso.

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