Papão está garantido na semifinal do Parazão (Jorge Luís Totti/Paysandu)

Paysandu: Júnior Rocha projeta decisão contra o Remo: “Clássico mexe…”

Com cinco vitórias no Campeonato Paraense em seus últimos oito jogos à frente do Paysandu, o técnico Júnior Rocha chega à final estadual com um time experiente, que gradualmente está transformando o estilo de jogo bicolor. Após o empate no primeiro Re-Pa da temporada, ele agora enfrentará dois jogos decisivos pelo campeonato.

Papão busca o 51º título do Campeonato Paraense (Foto; Reprodução/Papão tv Ginga Bet)

Para o treinador, a motivação do time é o principal impulso para a primeira competição.

“É o jogo que eu menos me preocupo em termos de motivação. Clássico mexe muito com atleta, torcedor e comissão técnica. O atleta já entra em estado de alerta. A atmosfera do Mangueirão, no aquecimento, já faz sentir a energia do nosso torcedor”, afirmou.

Rocha está ciente de que enfrentará um desafio de enormes proporções, considerando a magnitude do clássico. Ele admite a qualidade do oponente, porém ressalta que o confronto, ao longo da história, tende a ser equilibrado e frequentemente surpreende até os mais pessimistas.

“Clássico sempre se equilibra, independentemente de divisão ou investimento. Nem sempre a equipe tecnicamente melhor vence. A gente sabe da qualidade do adversário, mas temos um grupo muito comprometido com o escudo e com a história do Paysandu. Nunca deixamos de ser competitivos e organizados.”

Desde que assumiu o comando do Papão, o treinador tem se empenhado em implementar um estilo de jogo com identidade própria, característica que vem conseguindo desenvolver ao longo das partidas.

Júnior Rocha vai disputar sua primeira final de Parazão – Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

“Desde o início do campeonato falamos que seríamos uma equipe organizada e competitiva para igualar forças com qualquer adversário. Trabalhamos todos os dias para evoluir. Vamos para a final sabendo o que fazer com e sem a bola.”

Atualmente, o Paysandu possui um elenco reduzido, mas conta com a presença significativa de jogadores provenientes das categorias de base, que têm assimilado de maneira positiva o ritmo de trabalho, especialmente na semana passada.

 “Temos um grupo mais enxuto, com 15 meninos da base treinando conosco. A semana cheia foi importante para recuperar quem vinha jogando e ajustar o que precisava melhorar. Não vejo vantagem ou desvantagem. Para nós foi muito bom descansar e organizar a equipe.”

Além disso, o treinador é um defensor da formação futebolística bicolor, destacando a importância da combinação entre experiência e juventude.

Júnior Rocha d – Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

“Não é salário, é mente forte. Eles entendem o que é o Paysandu. Com funções bem definidas, sabendo o que fazer, quando e por que fazer, o erro diminui. São atletas com fome de aprender.”

Segundo Rocha, a decisão não apenas envolve tudo o que acontece nos bastidores, mas também servirá como um parâmetro para avaliar o desempenho da equipe ao longo da temporada.

“Além de valer título, é um jogo que vai mostrar nosso real nível. Vamos enfrentar uma equipe com muitos jogadores acostumados à Série A. Será um grande teste para ver onde estamos”, completa.