Apesar do elenco já estar em ação na temporada, o Paysandu não descarta a possibilidade de continuar sua atividade no mercado de transferências enquanto as janelas de inscrição estiverem abertas. Durante uma coletiva de imprensa em que apresentou o planejamento do clube para as contratações de 2026, o executivo de futebol Marcelo Sant’Ana reiterou a posição na quarta-feira (21).

De acordo com o dirigente, a compreensão interna é de que o grupo está em constante formação, com competição aberta por espaço entre os próprios atletas. Segundo o executivo,
“O elenco sempre está aberto, a disputa é entre os jogadores. Enquanto legalmente tivermos janelas de inscrição abertas, o Paysandu estará no mercado”, afirmou.
Marcelo Sant’Ana esclareceu que o clube organizou o primeiro semestre em três etapas para fortalecer o time. O primeiro aconteceu logo após o fim da Série B, quando alguns jogadores ainda participavam de outras competições. O segundo ocorre no final de janeiro, quando as etapas iniciais dos estaduais chegam ao fim. O terceiro ocorrerá no início de março, quando se encerrará o período de inscrições para as Séries A e B.

Em relação à Série C, torneio em que o Paysandu participará em 2026, o executivo ressaltou que o período para inscrições é mais longo, permanecendo disponível até quase o término da fase de classificação.
“Na Série C, a janela não fecha neste início de ano. Ela só fecha próximo ao final da fase classificatória. Então, temos, em breve, um novo ciclo de jogadores disponíveis no mercado”, explicou.
Sant’Ana também mencionou que os campeonatos estaduais, como o Catarinense e o Gaúcho, finalizam suas fases de classificação na semana seguinte, ao passo que outros avançam para o mata-mata até o período do carnaval.
“Se contratarmos neste primeiro momento os jogadores e deixarmos o elenco fechado, quando esses mercados disponibilizarem os atletas, não teremos a possibilidade”, destacou.
Nesse planejamento, o Paysandu continua em negociações com dois clubes e dois jogadores, visando estabelecer pré-contratos assim que as equipes concluírem suas participações nos campeonatos estaduais.

“Eles serão parte do elenco. Se eles vão jogar, depende deles. Espaço eles vão ter. Terão chance de treinar”.
Por fim, o dirigente refletiu sobre a escassez de jogadores formados pelo Paysandu que foram negociados nos últimos anos e defendeu a necessidade de um trabalho mais cuidadoso no desenvolvimento dos jovens atletas.
“Qual foi o último jogador vendido pelo Paysandu, formado no clube? É muito pouco. Temos que trabalhar com mais atenção com esses jovens. Nem todos vão corresponder, assim como nem todas as contratações dão certo, mas precisamos aumentar o nosso índice de acerto, principalmente nas contratações”, concluiu.
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