Segunda partida será em Belém onde o Papão tentará reverter a desvantagem | Jorge Luís Totti/Paysandu

Paysandu revive cenário de 2017 e tenta evitar novo vice-campeonato

A derrota por 3 a 1 para o Anápolis, no jogo de ida da final da Copa Verde, trouxe uma lembrança que não agrada ao torcedor do Paysandu. A última vez que o Papão sofreu o mesmo placar na primeira partida de uma decisão da competição terminou com o vice-campeonato regional.

Paysandu foi derrotado fora de casa Crédito: Jorge Luís Totti / Paysandu

O episódio aconteceu em 2017, quando o clube paraense enfrentou o Luverdense na disputa pelo título. Na ocasião, o Paysandu chegou a sair na frente, mas sofreu a virada e acabou derrotado por 3 a 1 no primeiro confronto da decisão.

Curiosamente, o treinador da equipe mato-grossense naquela final era Júnior Rocha, atual comandante bicolor. Agora, nove anos depois, o técnico terá a missão de evitar que a história se repita.

Cenário é semelhante ao de 2017

Assim como acontece agora diante do Anápolis, o Paysandu precisou buscar uma reação no jogo de volta após perder por dois gols de diferença na ida.

Naquele ano, o Papão entrou em campo no Mangueirão precisando vencer por dois gols de vantagem para levar a decisão para os pênaltis ou por três para conquistar o título no tempo normal. A situação é praticamente idêntica à que o clube enfrenta na decisão de 2026.

Reação não aconteceu e título escapou

Apesar da confiança da torcida e da expectativa de uma virada em Belém, o Paysandu não conseguiu reverter a desvantagem construída pelo Luverdense.

O confronto de volta terminou empatado por 1 a 1 no Mangueirão, resultado que garantiu o título inédito da Copa Verde ao clube mato-grossense. No placar agregado, o Luverdense venceu por 4 a 2 e ficou com a taça.

Aquele vice-campeonato marcou uma das poucas frustrações do Papão na competição em que construiu uma das trajetórias mais vitoriosas de sua história.

Papão tenta evitar repetição do roteiro

Agora, diante do Anápolis, o desafio é semelhante. Após a derrota por 3 a 1 em Goiás, o Paysandu precisará vencer por dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis ou por três para conquistar o hexacampeonato no tempo normal.

A missão não será simples. O histórico da Copa Verde mostra que reações desse tipo em finais são raras. Desde a criação da competição, apenas o Cuiabá conseguiu reverter uma desvantagem semelhante em uma decisão.

Apesar do retrospecto desfavorável, o elenco bicolor mantém o discurso de confiança. Jogadores como Juninho e o técnico Júnior Rocha já destacaram a força do Mangueirão e o apoio da Fiel Bicolor como fatores fundamentais para tentar escrever um final diferente daquele vivido em 2017.

No domingo (7), diante de sua torcida, o Paysandu terá a oportunidade de transformar um cenário complicado em mais um capítulo histórico de superação na Copa Verde.