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Paysandu supera orçamento anual em apenas sete meses: “R$ 45 milhões”

O Paysandu arrecadou R$ 45.719.003,62 entre janeiro e julho de 2026, segundo dados dos…

Por Marcos Eduardo · 3 min de leitura
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Presidente Roger Aguilera (ao centro) e dos vices Diego Moura e Márcio Tuma | Jorge Luis Totti, ascom Paysandu
Presidente Roger Aguilera (ao centro) e dos vices Diego Moura e Márcio Tuma | Jorge Luis Totti, ascom Paysandu
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O Paysandu arrecadou R$ 45.719.003,62 entre janeiro e julho de 2026, segundo dados dos “Balancetes em Formação” disponibilizados pelo próprio clube no Portal da Transparência. No período, as despesas chegaram a R$ 39.224.566,33, deixando um resultado acumulado positivo de R$ 6.494.437,29.

Os números chamam atenção principalmente pela comparação com a projeção apresentada pelo presidente Márcio Tuma. Em participação no canal TMC Esportes, o dirigente afirmou que o orçamento previsto para a temporada de 2026 ficaria na casa dos R$ 40 milhões.

Considerando os registros publicados pelo clube, portanto, o Papão já movimentou em receitas um valor superior à projeção anual mencionada pelo presidente, mesmo restando cinco meses para o encerramento do exercício.

O que fez a receita do Paysandu disparar?

Junho foi determinante. O clube registrou R$ 12.455.454,62 em receitas e R$ 6.949.640,87 em despesas, produzindo um superávit mensal de R$ 5.505.813,75. Sozinho, esse resultado representa aproximadamente 85% de todo o saldo positivo acumulado pelo Paysandu nos sete primeiros meses.

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Antes de junho, abril havia registrado a maior receita, com R$ 9.577.605,57. Março aparece logo depois, com R$ 8.489.068,89. O futebol também possui peso decisivo nas contas. Somando profissional e categorias de base, o setor arrecadou R$ 39.313.371,68, aproximadamente 86% de toda a receita bicolor.

As despesas do futebol ficaram em R$ 28.587.755,96, deixando saldo positivo de R$ 10.725.615,72 e ajudando a compensar resultados negativos apresentados por outras áreas.

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Julho acende um sinal de atenção?

Apesar do saldo acumulado positivo, o balancete mais recente apresenta uma mudança significativa. Depois dos R$ 12,45 milhões registrados em junho, a receita caiu para apenas R$ 1.669.697,18 em julho, retração aproximada de 86,6%. As despesas foram de R$ 3.642.230,96, fazendo o Paysandu terminar julho com déficit de R$ 1.972.533,78, o pior resultado mensal do período analisado.

Como foram os sete primeiros meses?

A trajetória financeira apresentou oscilações. Janeiro começou com déficit de R$ 734,7 mil. Fevereiro, março e abril terminaram no azul, enquanto maio voltou a apresentar resultado negativo. Junho trouxe a grande virada, com superávit superior a R$ 5,5 milhões, antes de julho novamente fechar no vermelho.

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No total, foram quatro meses de superávit e três de déficit. Mesmo assim, receitas de R$ 45,7 milhões contra despesas de R$ 39,2 milhões mantêm o Paysandu com resultado positivo superior a R$ 6,4 milhões até julho.

Em um momento no qual o clube busca equilibrar investimentos no futebol, estrutura e reorganização financeira, os próximos balancetes serão importantes para mostrar se o resultado positivo será sustentado até dezembro.

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Jorge Luís Totti / Paysandu
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