Jorge Luís Totti/Paysandu
Jorge Luís Totti/Paysandu

Alerta financeiro: processo de PK faz cobranças contra o Paysandu dispararem

O Paysandu começou a lidar com mais um processo trabalhista relacionado ao elenco da temporada 2025. Nesta ocasião, o processo foi iniciado por Ítaro Patric Cardoso Calmon, conhecido como PK, que deixou de trabalhar pelo clube no final de setembro. O lateral-esquerdo, que atuou em 28 partidas pelo clube e deixou a equipe no final de setembro, reivindica R$ 523.853,75 na Justiça do Trabalho. O processo, que está sendo conduzido na 19ª Vara do Trabalho de Belém, tem audiência agendada para fevereiro de 2026.

PK deixou o Papão em setembro e agora aciona o clube na justiça. (Victor Ferreira / ECV)

A ação de PK aumenta a lista de jogadores que entraram na Justiça contra o Paysandu só em 2025, na última quinta-feira (18), o paraguaio Jorge Benítez também entrou com uma ação contra o clube, pedindo R$ 333.664,51, referentes a salários e direitos que estão atrasados. Benítez chegou ao Papão em março de 2025, jogou 29 partidas e marcou três gols.

Esses casos se juntam a outros processos recentes envolvendo o elenco do time, o mais caro é o do atacante Rossi, que pede cerca de R$ 5,1 milhões, alegando atrasos nos salários, direitos de imagem não pagos, FGTS em aberto e afastamento dos treinos. Depois vem o volante Leandro Vilela, com uma cobrança de R$ 4,05 milhões, e André Lima, que entrou na Justiça pedindo mais de R$ 1,6 milhão.

Náutico contrata volante rebaixado com o Paysandu (Foto: Divulgação)

A Justiça também foi acionada por outros atletas, após conseguir rescisão antecipada, Pedro Delvalle exige cerca de R$ 914 mil. Por outro lado, Ramón Martínez negociou valores em torno de R$ 800 mil, com o caso sendo encerrado por meio de um acordo. Dudu Vieira, por sua vez, reivindica aproximadamente R$ 705 mil após sua saída do clube por meio de uma ação trabalhista.

| Ramón Martínez / Instagram

Além disso, o Paysandu enfrenta uma multa superior a R$ 1,5 milhão imposta pela Justiça do Trabalho devido a atrasos salariais ocorridos em 2024. Essa penalidade se baseia em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho em 2008.

Com a inclusão da ação de PK, os montantes debatidos na Justiça do Trabalho relacionados ao Paysandu continuam elevados. O valor total em disputa chega a R$ 15.526.518,26, considerando a soma dos pedidos dos jogadores, que é de R$ 14.026.518,26, e incluindo a multa judicial de R$ 1,5 milhão. Os valores referem-se a cobranças em processos ainda em andamento e não indicam uma condenação definitiva do clube. No entanto, aumentam a pressão sobre a administração bicolor fora de campo.