Paysandu
Foto: Italo Marques

Técnico do Paysandu dispara: “Não existe espaço para preguiçosos”

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, também repercutiu no Paysandu. Durante entrevista coletiva, o técnico do Papão, Júnior Rocha, utilizou o desempenho do Brasil no Mundial para fazer uma reflexão sobre comprometimento coletivo e enviar um recado ao elenco bicolor na reta decisiva da Série C.

Questionado sobre a postura da equipe comandada por Carlo Ancelotti, o treinador afirmou que o futebol atual exige dedicação de todos os jogadores, independentemente da função exercida dentro de campo.

Junior Rocha dá oportunidades no Paysandu para jovens
Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

“Não existe mais espaço para preguiçosos”

Sem citar nomes, Júnior Rocha afirmou que o sucesso de uma equipe depende do comprometimento coletivo e alertou que não há mais espaço para atletas que não contribuam em todas as fases do jogo.

“Sobrecarrega demais o setor defensivo. Temos colocado isso aqui. Não podemos ter um grupo que se cuida e outro que não se cuida, um que quer muito e outro que não. Hoje, sete não carregam mais quatro.”

O treinador também falou sobre a importância da confiança entre os jogadores e destacou que a divisão interna de um elenco compromete o rendimento da equipe.

“Na vida, na história da liderança, após ler muito, vi que a falta de união é causada quando se perde o jogo. Não é neste momento. As derrotas, pode ter certeza, eu sei, pois estou nesse meio, eles se abraçam mais. Eles não se abraçam quando falta confiança no outro. Então, não pode ter dois grupos. Não dá certo.”

Argentina virou exemplo para o elenco do Paysandu

Júnior Rocha revelou ainda que utilizou imagens da campanha da Argentina na Copa do Mundo como ferramenta de trabalho durante a preparação do Paysandu. Segundo ele, o principal exemplo apresentado aos jogadores foi a dedicação defensiva da equipe, inclusive de seus principais atletas.

“Quando tem um cara, por exemplo, que é Messi. Nós estudamos a seleção da Argentina. Mostrei o vídeo da humildade deles marcando a Argélia, mas, quando o Messi pega a bola, decide alguma coisa. Aí tem como compensar um cara.”

Na sequência, o treinador fez uma comparação com a realidade vivida pelo Paysandu e reforçou que o comprometimento coletivo é indispensável para alcançar os objetivos da temporada.

“Agora, não é o caso do Brasil, do Paysandu. Quando não tem peças comprometidas, fica complicado, porque a falta de confiança no outro racha.”

As declarações acontecem em um momento delicado para o Papão, que soma cinco derrotas nas últimas sete partidas da Série C. A comissão técnica tenta utilizar a semana de treinamentos para corrigir falhas e recuperar o desempenho da equipe antes do confronto contra o Guarani, líder da competição, na Curuzu.

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Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu