OPINIÃO: Presente no jogo, torcedor comenta empate do Paysandu e destaca pontos a melhorar

Ramon Villacorta e a esposa Sara Medrado
Ramon Villacorta e a esposa Sara Medrado

O Paysandu entrou em campo contra o São Raimundo-RR e começou bem a partida, dominando o primeiro tempo. No entanto, a equipe acabou cedendo espaço na segunda etapa e viu o adversário crescer no jogo, resultando no empate. Ramon Villacorta, torcedor paraense que esteve presente no estádio, analisou o desempenho do Papão e apontou pontos que precisam ser ajustados para os desafios da Série B. Confira seu relato:

Coluna do Torcedor – São Raimundo-RR 2×2 Paysandu | Por Ramon Villacorta

Eu me chamo Ramon Villacorta, sou Representante Comercial, sou paraense, mas moro em Roraima desde 2018. Acompanho todos os jogos do Paysandu e, no jogo contra o São Raimundo, estive presente no estádio, e minha análise sobre o jogo é a seguinte.

Ramon Villacorta no jogo São Raimundo-RR 2×2 Paysandu pela Copa Verde 2025

O que eu vi foram dois modos de jogar do Paysandu. No primeiro tempo, o São Raimundo veio com muita vontade, mas o time do Papão demonstrou sua superioridade técnica. Vencia todas as disputas de bola, trocava passes muito bem, manteve a posse de bola e conseguia manter o time adversário recuado. O problema é que, quando o time chega no ataque, na hora de decidir, o Paysandu não consegue ser agressivo: não bate de fora da área, não entra pelo meio, fica buscando criar jogadas em cruzamentos que nem sempre dão resultado. Pelo jeito que controlou o jogo no primeiro tempo, daria pra ter construído um resultado melhor. Vi muita movimentação do Marlon e do Delvalle pela esquerda, e foi por ali que as jogadas aconteciam. Marlon fez um gol merecido devido ao esforço demonstrado.

Aqui, entre o primeiro e o segundo tempo, tenho que fazer um adendo que acredito que os torcedores que vêm acompanhando o clube vão entender: precisamos falar do Nicolas.

Ele é um jogador que faz a diferença, que tem uma postura dentro de campo, principalmente no que diz respeito a cobrar a arbitragem e chamar a marcação. Ele se posiciona bem nos cruzamentos, porém, no jogo corrido, deixa a desejar. Não vence disputas de bola, não consegue conduzir a bola no pé em velocidade, não arrisca chutes. Isso faz com que o time não tenha confiança de atacar pelo meio, mesmo quando tem oportunidade, como tiveram ontem, e acabam sempre buscando jogadas pelas laterais.

No segundo tempo, vimos um Paysandu que tomou um gol rapidamente, talvez por não imaginar que o São Raimundo viria com uma postura mais agressiva. Eles fizeram bons ajustes no intervalo e voltaram com disposição, e esse gol no começo deu confiança.

Ramon Villacorta e a esposa Sara Medrado

Já o time do Papão, no decorrer do segundo tempo, fez algo que tem prejudicado sua atuação: a falta de controle emocional dentro de campo.

Jogadores importantes como Rossi, Giovanni e Quintana entraram na pilha dos adversários e fizeram faltas desnecessárias, o que acabou abalando o decorrer do jogo. Lembrando que só quem tinha a perder com esse descontrole era o próprio Paysandu.

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No segundo tempo, um destaque específico foi o estreante Jorge Benítez, que, quando teve oportunidade, jogou como um camisa 9. Carregou a bola com qualidade, chamou a responsabilidade e venceu disputas de bola. Uma pena que, no tempo em que esteve em campo, o Paysandu estava desfalcado. Porém, ainda assim, ele fez um bom trabalho subindo e descendo para a marcação com rapidez, mesmo parecendo que ainda precisa melhorar na parte física.

O Paysandu precisa corrigir esses erros na defesa e na criação de jogadas ofensivas, principalmente pensando no que está por vir na Série B. Dava para ter construído um resultado expressivo, mas, por perder oportunidades, acabou passando sufoco. Ficamos na torcida para que, em Belém, o time consiga um resultado positivo.

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