📷 Equipe jurídica do Paysandu é apresentada durante coletiva no Banpará Curuzu |Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

Transparência em pauta: Paysandu apresenta plano de recuperação judicial

Depois que o portal DOL divulgou com exclusividade a informação sobre o pedido de recuperação judicial, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, dará uma entrevista coletiva no sábado (21). A coletiva será transmitida ao vivo pelo canal PapãoTV no YouTube. A coletiva de imprensa ocorrerá no Estádio da Curuzu. O clube alviceleste confirmou a informação por meio de seu site oficial.

Igor Cardoso, Gabriella Sifuente, Bruno Castro, Mateus Casemiro e Andrey Damasceno formam o Departamento Jurídico do Paysandu. (Cristino Martins / O Liberal)

A principal questão a ser discutida será a aprovação do pedido de recuperação judicial do clube. Essa medida possibilita a suspensão temporária de processos judiciais de cobrança e viabiliza a renegociação estruturada das dívidas com os credores, sob a supervisão do Poder Judiciário.

O DOL entrou em contato com o diretor jurídico do Paysandu, Bruno Castro, que declarou que a diretoria fornecerá mais informações sobre o caso.

Nova diretoria do Paysandu tem a missão de “organizar a casa” em 2026. | Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

“O clube, através de sua Presidência e diretoria, irá fazer uma apresentação e coletiva para esclarecimentos e dúvidas. Estamos preparando um material bem esclarecedor para todos”, declarou.

O processamento da recuperação judicial do clube bicolor foi autorizado pela Justiça do Pará. O juiz Ivan Delaquis Perez, da 12ª Vara Cível e Empresarial de Belém, assinou a decisão no processo de número 082780-23.2026.8.14.0301.

A aprovação não implica na concessão final da recuperação judicial. Na prática, a decisão permite que o clube entre oficialmente no regime estabelecido pela Lei 11.101/2005, que aborda a recuperação judicial e falência. Dessa forma, o Paysandu obtém proteção temporária contra a maioria das execuções e bloqueios, enquanto apresenta e discute um plano de pagamento com os credores.

No pedido apresentado à Justiça, o clube informou um passivo inicial de R$ 16.762.086,24. O montante inclui débitos fiscais, contratuais, cíveis e trabalhistas. Entretanto, o valor pode ser modificado durante o processo, pois os credores ainda têm a possibilidade de habilitar seus créditos. Em situações de recuperação judicial, é habitual que o montante consolidado cresça após a análise minuciosa das obrigações financeiras.

Estão incluídas no tema as ações judiciais movidas pelo técnico Luizinho Lopes e por quatro jogadores, que exigem aproximadamente R$ 1,1 milhão do clube, além de dados sobre o superávit no futebol, que contribuiu para reduzir o déficit anual previsto para 2025.