Durante a coletiva de apresentação do novo programa de sócio-torcedor, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, aproveitou para esclarecer questões relacionadas ao mercado da bola. Na fase final de preparação para o começo da temporada, o dirigente declarou que o clube planeja contratar jogadores para mais duas posições antes de finalizar o elenco.

– Entendemos que ainda há duas posições no elenco que, na nossa avaliação, precisam ser supridas. Estamos em busca de atletas para essas funções, sempre com responsabilidade e com a calma que o momento exige. Não adianta esgotar nossos recursos com contratações apressadas. Por isso, essas duas posições são prioridade para o início do Campeonato Estadual. As demais contratações serão feitas ao longo da temporada. Vale destacar que, na Série C, não há uma janela específica de transferências, o que nos permite trazer atletas a qualquer momento. Dessa forma, é importante que o time comece a rodar e participe das competições, para que possamos identificar, na prática, quais são as reais carências do elenco e quais posições de fato precisam de reforços.
Atualmente, o Papão busca reforços para a zaga, já que o técnico Júnior Rocha dispõe de apenas quatro jogadores (Cauã Libonati, Castro, Iarley e Luccão). Além disso, há a necessidade de um lateral-esquerdo, posição ocupada apenas por Cauã Dias, enquanto o jovem Davizinho tem participado dos treinos. O futuro do experiente Reverson, ainda ligado ao clube, é incerto.

O presidente também mencionou dois jogadores que não estarão mais no time para 2026 os defensores Novillo e Quintana. De acordo com o mandatário, embora não esteja em negociação a permanência da dupla, o clube mantém a possibilidade de retorno para ambos no futuro.
– Temos todo o respeito pelos atletas que passaram pelo Paysandu, em especial aqueles que também apresentaram um bom desempenho fora de campo. Normalmente, a torcida, que não acompanha o dia a dia do clube, conhece apenas o rendimento do atleta dentro de campo. Já quem está no clube conhece tanto o desempenho esportivo quanto o comportamento fora dele. Nesse contexto, Quintana e Novillo são atletas que nunca nos deram qualquer problema extracampo. Sem dúvida, são jogadores que têm as portas abertas no clube. No entanto, neste momento, não existe nenhuma negociação em andamento, nada em aberto. Não se trata de descartar ou confirmar qualquer possibilidade. São atletas que estão no mercado, até onde sabemos sem clube, e que, quem sabe, podem se tornar uma opção no futuro.

Além disso, Tuma afirma que as chegadas e partidas de jogadores, diretores e comissão técnica são parte de uma reformulação necessária, já que se espera que as receitas do clube diminuam em mais de 50% após o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro.
– Sofremos um decréscimo em 2025. Tínhamos a expectativa de uma redução de mais de 50% nas nossas receitas, o que representa um corte profundo nas finanças do Paysandu. São finanças que, como é de conhecimento público e notório, já estão bastante abaladas por uma série de débitos. Estamos buscando maneiras de equacionar essas dívidas passadas. Inclusive, estabeleci um prazo de 90 dias para tentar organizar e encaminhar uma solução para esses débitos.
— Por ora, estamos mantendo em dia todos os compromissos daqui para frente. Isso vale para todos: não apenas para o elenco profissional, mas também para o staff administrativo. Eu não concordo com a prática de pagar apenas os atletas e deixar o staff sem receber. Todos precisam estar com seus salários em dia, porque o Paysandu é formado por todos que estão aqui, unidos em torno de um mesmo propósito. Dentro desse planejamento de redução de custos, logo após a nomeação dos comitês ainda pelo presidente Roger, o comitê de futebol elaborou um planejamento específico para a comissão técnica. Como resultado, a comissão técnica precisou ser reduzida de forma significativa.
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