Em meio a contendas legais, avaliações médicas e expectativas desapontadas, a recente trajetória de Leandro Vilela ganhou mais um episódio fora de campo. Logo após encerrar oficialmente sua relação com o Paysandu na Justiça, o volante teve sua passagem pelo Náutico interrompida durante a pré-temporada, em meio a dúvidas sobre sua forma física.

Depois de rescindir judicialmente com o Paysandu, o volante Leandro Vilela foi dispensado pelo Náutico sem nem mesmo ter jogado. O atleta, anunciado como reforço para a temporada, não seguirá no clube pernambucano devido a uma questão no joelho detectada durante os exames médicos realizados após sua chegada ao Recife.
Leandro Vilela chegou à capital pernambucana na semana passada e foi submetido a avaliações clínicas que, a princípio, descartaram uma nova lesão ligamentar. Contudo, de acordo com a investigação, os exames indicaram um estado de estresse no joelho, situação que poderia se agravar e resultar em uma contusão mais séria ao longo da temporada. Nesse contexto, o clube e o atleta decidiram rescindir o pré-contrato sem custos para nenhuma das partes.
A saída do jogador do Náutico acontece ao mesmo tempo em que ele enfrenta uma disputa judicial contra o Paysandu. O volante entrou com uma ação trabalhista contra o clube paraense, reivindicando valores superiores a R$ 4 milhões. No processo, Vilela afirma que houve atrasos nos salários de outubro e novembro, não pagamento da primeira parcela do 13º salário, valores de férias já tiradas e pendências relacionadas ao direito de imagem de setembro.
Apesar da confusão fora de campo, Leandro Vilela se destacou como uma das principais peças do Paysandu em 2025. Titular indiscutível, o volante foi o jogador com o maior número de partidas na temporada, totalizando 40. Contudo, sua passagem pelo clube foi encerrada ao término da Série B do Campeonato Brasileiro, em decorrência de uma séria lesão no joelho.

A situação aconteceu no começo do jogo contra o Novorizontino, realizado na Curuzu, no final de setembro. Vilela caiu no gramado após uma dividida e teve que ser substituído aos oito minutos de partida. Os exames confirmaram a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), o que o impediu de participar da fase final da competição.
Na ocasião, o Paysandu emitiu um comunicado oficial informando sobre a necessidade de uma cirurgia, um procedimento comum para atletas de alto rendimento, que geralmente requer um período de recuperação de seis a nove meses. A indicação gerou discussões após surgirem relatos de que o atleta estaria clinicamente preparado para jogar sem necessidade de cirurgia.
Em entrevista, o médico ortopedista Edilson Andrade, membro da comissão técnica bicolor, refutou a possibilidade de um erro de diagnóstico e esclareceu que a decisão foi tomada em conjunto com o jogador. De acordo com ele, embora haja uma pequena porcentagem de pacientes que melhoram sem cirurgia, o tratamento conservador apresenta riscos. O médico também enfatizou que Vilela não completou a etapa final do processo de recuperação, que envolve treinos com contato.

Apesar do histórico recente, o volante foi submetido a novas avaliações, que incluíram exames realizados por um médico da Conmebol. Os laudos foram encaminhados ao Náutico, que, a princípio, aprovou a contratação. Mesmo assim, após novos exames, o clube pernambucano decidiu não renovar o contrato.
Leandro Vilela, aos 30 anos, foi descoberto pelo Paraná e possui experiências em clubes como JMalucelli, Vitória, Vitória de Setúbal (Portugal), Operário, Guarani e Mirassol. Pelo Paysandu, disputou 70 jogos e se estabeleceu como uma das principais referências do time antes da lesão.
A indicação para a contratação pelo Náutico veio do treinador Hélio dos Anjos, com quem Vilela atuou no Paysandu. No entanto, o reencontro não se concretizou em campo, encerrando de forma prematura mais um capítulo da carreira do volante.
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