O goleiro carrega um peso distinto no futebol, entre defesas improváveis e erros que raramente são ignorados. Sozinho no gol, ele está sempre em destaque, podendo se tornar herói ou vilão em poucos segundos. No entanto, existem aqueles que optam por vestir as luvas e assumir esse papel, como Gabriel Mesquita, goleiro titular do Paysandu, que tem se mostrado uma das peças confiáveis do time.

Em entrevista ao portal Núcleo de Esportes de O Liberal, Gabriel revelou que a adrenalina de ter a chance de ser decisivo o atrai para a posição.
“A nossa posição requer muita resiliência, paciência e trabalho. Mas o que mais me encanta é a capacidade de a gente poder decidir um jogo através de uma defesa, em um minuto importante ali do jogo, através de uma defesa de um pênalti. Então, isso que me encanta mais: ser decisivo, que isso é importante para a equipe, para o clube, para a instituição. Pode dar uma vaga em uma decisão importante, pode dar um acesso, isso me encanta”, afirmou o goleiro.
Gabriel, de 27 anos, está no Paysandu desde a temporada anterior. Embora a temporada não tenha terminado da melhor forma, o jogador se destacou individualmente e renovou seu contrato com o clube até 2026. No momento, ele ocupa a posição de titular.

“Muito feliz de ter renovado com o Paysandu, de ter tido essa continuidade. Estou muito feliz por esse início de temporada, de ter iniciado com o título importante do Campeonato Paraense contra o nosso maior rival, em uma campanha bem consolidada. Fico feliz, a gente tem feito um trabalho muito consistente e é só o começo de um grande ano que está por vir”, ressaltou Gabriel.
O arqueiro bicolor revelou que ser goleiro foi uma decisão planejada, não apenas por ele, mas também por seu pai, que sonhava em ser jogador. De acordo com Gabriel, ele treinou como zagueiro por aproximadamente um mês. Contudo, devido à sua altura, ele foi para o gol e não saiu mais.
“Comecei na escolinha do Corinthians Alagoano. Por conta da minha altura, acabei indo para o gol e o meu pai começou a me incentivar nisso de ser goleiro. Daí começou, eu fiz uma peneira para o Athletico Paranaense, onde fiz minha base, acabei passando e daí começou toda a minha história”, contou Gabriel, que destacou a importância do pai na jornada.

“[Foi] muito por conta do sacrifício e esforço do meu pai, que fez de tudo para que eu conseguisse passar no teste do Athletico e hoje poder estar aqui, no Paysandu”, completou.
Gabriel iniciou sua carreira profissional em 2019, no Athletico-PR, e teve passagens por clubes como Guarani-SP, Cruzeiro e Operário-PR. No entanto, até agora, foi no Paysandu que ele teve o momento mais especial de sua carreira.
“Eu comecei a jogar em 2019, quando foi minha estreia pelo Athletico-PR. São sete anos como profissional. Mas onde eu vivi o momento mais marcante da minha carreira foi aqui no Paysandu. Justamente nas finais [do Parazão], no Re-Pa, o maior clássico do Brasil. Poder vivenciar e ser campeão com o Paysandu diante da torcida bicolor e ajudando o time vai ficar marcado na minha carreira. Eu vou levar isso para sempre comigo, contar para os meus filhos, para os meus netos, porque é uma história muito linda”, declarou.
Entre a solidão da posição e a responsabilidade de decidir partidas, o goleiro traz consigo histórias, aspirações e recordações, como as de Gabriel Mesquita. Para muitos, como o jogador, colocar as luvas é a concretização de um sonho que teve início fora de campo e que ganha mais importância a cada defesa realizada.
“Para mim, ser goleiro é uma alegria imensurável, porque isso vem de berço. Foi sempre o sonho do meu pai se tornar um goleiro profissional, infelizmente ele não conseguiu, mas ele fez de tudo para o filho dele conseguir e hoje estar aqui realizando o meu sonho. Eu trago muito o meu pai comigo, porque ele foi um cara que sempre batalhou. Então, quando a gente comemora esse dia [do goleiro], é um dia muito especial, porque o goleiro é aquele que é ‘solitário’, que está sempre entre o vilão e o herói, mas é uma alegria imensurável exercer essa posição, porque creio que traz muito mais alegrias do que tristezas”, finalizou Gabriel Mesquita.
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